Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Rejuvenescimento da população Portuguesa

 

 

 

Rejuvenescimento da população portuguesa vem de fora
Data: 03-12-2003

 

A imigração em massa pode ser a solução para enfrentar os custos em saúde e pensões de uma população envelhecida em Portugal.   

Portugal não escapa à fatalidade do envelhecimento da população, tal como sucede aos restantes países europeus. Em 2021, a população com mais de 64 anos aumentará 14,9% face a 2003, enquanto a população activa e os mais jovens irão regredir 3,5% e 0,3%, respectivamente. A imigração em massa pode ser a solução para enfrentar os custos em saúde e pensões de uma população envelhecida em Portugal.  
 
Em menos de 20 anos, a população portuguesa terá um rosto envelhecido. A população com mais de 64 anos de idade irá crescer quase 15%, enquanto os outros grupos etários assistem a quebras face à população total. As consequências são fáceis de prever: maior ineficiência nos sistemas públicos de saúde e da Segurança Social.  
 
Segundo um estudo da Comissão Europeia, os custos com a saúde em Portugal vão crescer dos actuais 5,4% do PIB para os 6,1% em 2050 e as despesas com as reformas vão chegar a 13,2% do PIB em 2050 face aos 9,8% actuais. O cenário é mais assustador quando se prevê que haverá menos população activa para pagar os custos adicionais do envelhecimento da população.  
 
A população activa deverá cair cerca de 3,5% até 2021, segundo estimativas de um estudo do Observatório da Imigração nacional. Para contrariar este cenário resta ao País apostar na imigração que desde finais dos anos 90 começou a procurar
em massa Portugal. No final deste ano, o número de imigrantes residentes deverá atingir as 500 mil pessoas, ou seja, 5% da população total. Um contingente que está a contrariar lentamente a fraca taxa de fertilidade das mulheres portuguesas e engrossa a população activa nacional.  
 
Mas ainda é insuficiente. Segundo o Observatório da Imigração, para que a população activa portuguesa se mantenha constante face à população idosa será necessário o País ter um saldo migratório de 188 mil pessoas ao ano. Ou seja, quase três vezes os valores observados em 2001 e 2002 – anos de maiores fluxos imigratórios para o País. Cada mulher portuguesa tem em média 1,42 filhos, e na década de
90, a
população entre os 15 e 34 anos teria diminuído se não fosse o contributo dos imigrantes.  
 
Portugal é também um caso diferente em termos de imigração do resto da Europa. Ao mesmo tempo que acolhe “imigrantes tradicionais” pelo factor económico, Portugal também recebe outra espécie de imigrantes. O sol e praia faz de Portugal um destino para imigrantes mais velhos, sobretudo do Norte da Europa. Uma espécie de Florida europeia. E estes imigrantes, com particular destaque para os alemães e ingleses, não ajudam Portugal a rejuvenescer. Antes pelo contrário.  
 

 

publicado por 12b_verdes às 14:06
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4 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Maio de 2008 às 15:21
“Baixa Natalidade”

A baixa natalidade não é uma característica nova dos países desenvolvidos, com melhor nível social, acontece na Alemanha, em França, no Luxemburgo, EUA, Austrália, etc....; ao invés nos países subdesenvolvidos, a natalidade é muito alta e também a pobreza.

Nos países desenvolvidos, os cidadãos desejam ter filhos mas querem sobretudo proporcionar-lhes um nível de vida igual ou superior ao seu, o que é cada vez mais difícil: 1.º) o emprego chega cada vez mais tarde e é precário, por isso as famílias constituem-se mais tarde e têm menos filhos e mais tarde também por isso; 2.º) as despesas com as crianças são muito grandes e durante muitos anos, entretanto há que criá-las, prestar-lhes cuidados de saúde, lazer, fornecer-lhes a formação para poderem sobreviver nesta “selva” competitiva. Os pais responsáveis pensam na preparação que poderão dar aos seus filhos e a escolaridade básica não chega para poderem aspirar a um nível de vida aceitável. As classes muito baixas não têm consciência ou não se preocupam com isso e têm mais filhos, o que lhes trás algumas vantagens imediatas em termos de abonos de família e outros. Vantagens que são insuficientes para aliciar um cidadão mediano.

A baixa natalidade pode ser e é facilmente compensada com a aceitação de imigrantes. Portugal tem nessa área uma larga experiência e também já cerca de 1 milhão de imigrantes (legais e outros). Poderá receber mais se o desejar. A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm prontos para trabalhar e, só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento. Além disso, como os imigrantes se sujeitam a piores condições de trabalho e a salários mais baixos, ajudam a aumentar a competitividade do país, i.e., forçam a baixar os salários. Muitos dos imigrantes nem vão esperar por qualquer reforma, porque pretendem apenas amealhar uns milhares de euros, regressar aos seus países, trocá-los por moeda local, com ganhos cambiais, para construírem então o seu futuro nos países de origem.

Portugal já tem uma alta taxa de desemprego, por isso, porque é devemos ter mais filhos? Assim, a “fraca natalidade” apenas serve para justificar o aumento da idade das reformas, por forma a que os contribuintes não cheguem a beneficiar dos descontos feitos durante toda a vida, porque muitos deles morrem antes. Perversa forma de gerir a Segurança Social!
De Zé da Burra o Alentejano a 29 de Maio de 2008 às 16:31
O envelhecimento da população também se deve ao facto dos países ocidentais terem vivido em paz há umas décadas. É claro que, por exemplo, em Angola, em que houve guerra até há poucos anos, a população não será tão envelhecida. EIS UMA EXPLICAÇÃO PARA O RESULTADO DAS ESTATÍSTICAS .
De zÉ DA bURRA O aLENTEJANO a 29 de Maio de 2008 às 16:35
COMO É QUE HAVERA MENOS POPULAÇÃO ACTIVA, CASO CONTINUEMOS A ACEITAR IMIGRANTES? DEVEREMOS ACEITAR OS QUE FOREM NECESSÁRIOS, COMO É ÓBVIO!
De ZÉ DA BURRA O ALENTEJANO a 29 de Maio de 2008 às 16:42
QUANTO AOS IMIGRANTES QUE VÊM DA ALEMANHA, INGLATERRA, HOLANDA NÃO VÊM SOBRECARREGAR A SEGURANÇA SOCIAL, PORQUE TRAZEM COM ELES OS NECESSÁRIOS RENDIMENTOS PARA SOBREVIVEREM POR CÁ E SÃO ATÉ UMA FONTE DE ENTRADA DE DIVISAS. PODEM VIR MAIS, SE QUIZEREM!

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